Delírios



Quero mais de um alguém para amar
Que não me chame de "minha"
Que me encontre pérfida,
Flutuando como (pá)vida apodrecida

Cochicho para cima e para baixo
Antes de atravessar a rua
Carne semicrua
A seguir segundo o fluxo

Antes de pular por entre as nuvens,
Vou olhar para os dois lados
Os gritos abafados
Em todas as aterrissagens

Subvertido sorriso carmesim
Se tudo isso passa tão rápido,
Meu enlouquecido e adormecido,
Seria melhor se eu não me importasse tanto assim

2 comentários:

Dan disse...

Adorei o ritmo do poema, tem imagens bem fortes...
Mas o final é que te deixa num estado catatônico, pensando se tudo o q vc tem feito tem valido a pena.
Mais uma vez, parabéns pelo poema!
Beijos!

Izumi disse...

Aya!
Linda poesia!
Gostei mais de "carne semicrua, a seguir segundo o fluxo" e como vc escreveu q o eu-lírico não faz nada convencional, sempre quer ser diferente.
Acho q esse poema tem muito de mim nele, fiquei emocionado!
Beijão!

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